Governo adere a Sistema que permite venda de produtos de MT em outros estados

O Sisbi padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

09/08/2017 - 10:19 hs
Foto: Gcom-MT

O Governo de Mato Grosso assinou nesta segunda-feira (07.08) uma portaria junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que insere o estado no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) e no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). Na prática, os produtos de origem animal e vegetal produzidos em Mato Grosso poderão ser comercializado sem outros estados do país, desde que contenham o selo de inspeção que passa a ser emitido pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT). 

O Sisbi padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar. Para garantir essa segurança, o Indea será responsável pela fiscalização em Mato Grosso. O governador Pedro Taques destacou que o Sisbi é uma conquista para Mato Grosso porque possibilitará a abertura de novos mercados e a geração de empregos. 

O documento foi assinado durante a abertura da 45ª Exposul, em Rondonópolis. Na oportunidade, Pedro Taques disse ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, que o Estado de Mato Grosso cuidará muito bem do Sisbi, por entender a importância para os produtos locais. 

"Com esta certificação, 41 pessoas jurídicas de Mato Grosso passam a ter a possibilidade de comercializar seus produtos em todos os estado do Brasil. Vamos trabalhar muito, a altura da certificação para não perder o Sisbi. Sabemos que trás bônus e também tem o ônus, que será o aumento da fiscalização que terá um custo maior ao Estado", afirmou. 

O ministro Maggi ressaltou a importância para o Governo de Mato Grosso de ter a possibilidade de certificar os produtos locais. Disse que o Mapa será vigilante na verificação da certificação. O comandante do ministério lembrou o recente caso da Operação Carne Fraca que fez um estrago nas exportações de carnes do Brasil. Ressaltou que o ministério tem feito um trabalho constante para retomar os mercados perdidos, mas que ainda assim, deve levar mais alguns anos para retomar o número de países importadores. 

O presidente do Indea, Guilherme Nolasco comemorou a adoção do Sisbi e garantiu que o instituto reforçará os trabalhos de fiscalização, com os mil funcionários que o órgão possui. Novamente ressaltou a impotência do trabalho conjunto com os produtores. Segundo ele, quem produz tem um papel fundamental, uma vez que se certificação for perdida, será o principal prejudicado. 

Por Thiago Andrade | Gcom-MT